A História dos Games

Atualizado: 2 de jun.

Os games são uma forma de cultura e arte, que através da tecnologia, expandem o nível criativo do produtor multimídia, permitindo que ele vá muito além.

na foto, uma mulher com seu joystick e um óculos de realidade aumentada com fones de ouvido, sinalizando que ganhou o jogo

O produtor multimídia, tem uma grande vantagem no universo dos games pela amplitude de conhecimentos que ele domina. Todo o universo da animação pode ser expandido não somente nos jogos, mas também em filmes, vídeo-clipes ou agências de trailers.


A estrutura do Monomito, da Jornada do Herói, se faz presente na história dos jogos, seja pelo movimento dos personagens ou pelos desafios existentes em cada jogo. 






foto do tabuleiro do jogo Senet

Muitas informações nos são transmitidas através dos jogos. O jogo Senet, por exemplo, é um jogo de tabuleiro com mais de 5.000 anos que demonstrava como se fazia a passagem do mundo dos vivos para o mundo dos mortos. O propósito do jogo era mostrar aos jogadores que do outro lado da vida, num outro plano, existe um mundo divino e para ter acesso à esse tal mundo divino, deveríamos cumprir alguns protocolos em vida.


foto do tabuleiro do jogo Mancala

Também temos o Mancala, mais conhecido como o “jogo da agricultura”, onde num tabuleiro colocava-se sementes nos lugares corretos e o processo do jogo mostrava quando fazer o plantio e a colheita das sementes. Ganhava quem fazia a maior colheita. Esse jogo foi muito utilizado em diversos países e, principalmente, na África.


Vimos que toda e qualquer estrutura de jogo transmite mensagens com a utilização de diversos modelos de comunicação.

Continuando a nossa viagem do tempo, temos logo após a Revolução Industrial, o acesso a jogos clássicos como o Jogo da Vida ou Risk, que é o precursor do War. Esses jogos eram como passatempos, pois naquela época as pessoas trabalhavam muitas horas em indústrias e quando chegavam em casa, cansados do trabalho, buscavam um entretenimento e aprendizado.


O Jogo da Vida, por exemplo, não permite que o jogador tenha estruturas familiares fora da estrutura clássica cristã, o jogador precisa ter uma formação, uma base profissional consistente, realizar um casamento entre homem e mulher, ter filhos, constituir a prole de uma família, comprar um carro, uma casa, para poder chegar ao final do jogo sendo um vencedor, no jogo que só tem um ganhador.

Esse mesmo tipo de educação social também acontece no jogo Monopoly, onde você precisa comprar muitos terrenos, construir a sua casa, ganhar muito dinheiro e levar os seus oponentes à falência. O jogo cria situações divertidas, mas ele foi criado como um experimento educativo para mostrar às pessoas que o sistema capitalista chega a ser cruel, onde a pessoa que paga os seus aluguéis acaba indo a falência e favorecendo o dono do terreno.


Da mesma forma que existe o universo e o sistema de competitividade e rivalidade, também existem formatos de jogos de cooperação, onde um conjunto de pessoas que não cooperam, não ganham. Esse tipo de jogo não está focado somente no passatempo ou na disputa entre equipes, mas sim, na maneira como as pessoas trabalham em grupo, evidenciando as habilidades de cada jogador.


Conseguimos ver que dentro das estruturas dos jogos, podemos ir muito além da diversão e das brincadeiras. Existem histórias, culturas e ensinamentos por meio do lúdico.

Já no universo dos jogos mais contemporâneos, sejam digitais ou de tabuleiro, também existem muitos aprendizados. Há uns 30, 40 anos atrás, na época da Guerra Fria, apertar um botão vermelho tinha um significado de perigo, extremamente negativo, que sugeria o “apertar de um botão de um lança-missel” ou ativação de bombas que poderiam ser o início de uma Terceira Guerra Mundial.


O Atari surgiu com um conceito de “não perigo”, através das brincadeiras dos jogos eletrônicos. O Atari também tratava de assuntos relacionados à guerra ou de vidas em outro planeta, como o jogo Space Invaders, que conduz o jogador a defender a Terra de invasores alienígenas.

Nessa época, mal imaginávamos o tamanho e expansão dessa cultura gamer que foi evoluindo à partir dos anos 80.


Com a virada do milênio, começamos a retratar alguns anseios da sociedade. Você já se perguntou os porquês das pessoas falarem tanto sobre Zumbis? Isso mesmo! De repente, são lançados filmes, webséries e jogos ao mesmo tempo sobre esse mesmo tema.

Jogos musicais, como Guitar Hero, ajudaram a criar um novo cenário na cultura e negócios da indústria musical.


Existem filmes, desenhos, sites, experiências de realidade virtual que interagem de forma direta com a nossa sociedade, tomadas de decisão e criam novos modelos de comunicação.