Jô Soares6/01/1938 — 5/8/2022

Cada ser humano tem suas singularidades, seus sonhos, desafios, medos e ambições. Afinal, somos únicos.

Embora cada um de nós tenha suas próprias representações, entendemos que alguns comportamentos são similares.


Hoje, o dia em que o choro conflita com o riso, é um deles, pois vemos que a literatura e a educação estão de luto. A comédia, a ficção e o drama estão de luto. O jornalismo e a comunicação estão de luto. A música, a cultura e a arte estão de luto. O intelectual e o analfabeto estão de luto. Aquele que está em paz e o outro que está em guerra também estão de luto. A comédia, a ficção e o drama estão de luto. A natureza e o homem que a devasta estão de luto. O ateu, o papa, Deus e Santa Rita de Cássia estão de luto.


o dia em que o choro conflita com o riso

Lágrimas escorrem. Risos são cessados. Cessados para sempre? É claro que não. Nossos sorrisos foram brevemente cessados até sermos remetidos às lembranças desse homem. Quanta alegria ele nos proporcionou! Hoje o céu está mais contente, enquanto, aqui embaixo, a gente nunca esteve tão carente de gente tão inteligente. 
O homem que provocava inteligência e alegria, nos induzia ao riso, estimulava nossos neurônios, nos fazia pensar, nos convidava a enxergar o óbvio.


O povo do Brasil, o povo do mundo, sempre lembrará em seus corações o "beijo do gordo".


Missão cumprida, mestre!


Descanse em paz!