O que é Motivação Humana?

Atualizado: 4 de nov. de 2021


O QUE É MOTIVAÇÃO?

Podemos definir a grosso modo que a motivação é um conjunto de forças que nos leva a agir como agimos. A motivação é disparada por uma necessidade. Nós, seres humanos, buscamos diversas maneiras para satisfazermos nossas necessidades. Nossos comportamentos nos trazem recompensas ou punições em diferentes graus.


Por exemplo: se eu escolho trabalhar com algo que realmente amo e me empenho para realizar meu grande sonho, essa será a minha recompensa. Por outro lado, se eu não consigo um ambiente propício para trabalhar com aquilo que realmente amo, terei minhas punições emocionais.


A expressão Processos Motivacionais é um produto que tem o caráter de continuidade e isso significa que sempre teremos a nossa frente algo a nos motivar.

Podemos definir a motivação como uma energia que nos impulsiona na direção de uma coisa certa.

A motivação é intrínseca, ou seja, está dentro de nós, nasce das nossas necessidades interiores. A motivação é um conjunto de razões e de justificativas que explicam o comportamento humano.

Nós somos regidos pelos nossos respectivos valores. Você tem os seus e eu tenho os meus.


Todo e qualquer tipo de relacionamento próspero, seja com seu cônjuge, relacionamento social ou profissional, é porque ambas as partes têm os mesmos valores ou alguns valores em comum.


Quando nos deparamos com relacionamentos tensos ou rotativos é porque as partes têm valores diferentes. É por este motivo que em alguns momentos estamos altamente motivamos para fazer algo, mas algumas pessoas do nosso ciclo não nos compreendem e podem achar ou até julgar que aquilo que achamos o máximo pode ser desinteressante, ilógico, maluco, muito certinho ou sem "glamour" para ele. Isso ocorre por conta do conflito de valores.


Aquilo que te dá brilho nos olhos não necessariamente dará para outra pessoa.

O CICLO MOTIVACIONAL

O processo motivacional começa com o surgimento de uma necessidade. A necessidade é uma força dinâmica e persistente que provoca um comportamento. Toda vez que surge uma necessidade, ela rompe o estado de equilíbrio de nosso organismo, causando um estado de tensão, insatisfação, desconforto e desequilíbrio, nos levando à tomadas de decisões ao ponto de satisfazer ou não essa nossa necessidade. A tomada de decisão nos levará a um comportamento ou ação, capaz de descarregar a tensão ou livrá-lo do desconforto e do desequilíbrio.

Se o comportamento for eficaz, nós estaremos satisfeitos e realizados. Quando satisfeita nossa necessidade, nosso organismo voltará ao estado de equilíbrio.

No ciclo motivacional, nem sempre a necessidade pode ser satisfeita. Ela pode ser frustrada, ou ainda pode ser compensada, ou seja, transferida para outro objeto, pessoa ou situação. Neste caso da frustração da necessidade, a tensão provocada encontra uma barreira ou um obstáculo para sua liberação. Não encontrando uma saída normal, a tensão representada no organismo procura um meio indireto de saída, por via psicológica como: agressividade, descontentamento, apatia, tensão, indiferença, sensualidade, sarrismo ou ironia excessiva, entre outros escudos emocionais, ou por via fisiológica como tensão nervosa, insônia, repercussões cardíacas ou digestivas etc.

Em outras situações a necessidade não é satisfeita nem frustrada, mas transferida ou compensada. Isso se dá quando a satisfação de uma outra necessidade reduz ou aplaca a intensidade de uma necessidade que não pode ser satisfeita.

Exemplificando; é o que acontece quando uma pessoa não realiza seu sonho de trabalhar com música ou qualquer atividade que ame e acaba aceitando uma oportunidade de trabalho por causa de um belo salário.

O grande desafio está em nossa mente subconsciente que ficará hora ou outra rebobinando sua necessidade com aquela voz interna dizendo: “e o seu sonho?”

TIPOS DE MOTIVAÇÃO

Existem dois tipos de motivação: a extrínseca e a intrínseca.

Extrínseca (processo externo)

As causas são baseadas em recompensas tangíveis como: salário e ganhos financeiros, benefícios, condições físicas de trabalho ou algum ambiente, onde é desenvolvida a ação. Dessa forma, o processo de motivação depende de pessoas, chefes, gerentes, empresários etc. A pessoa é motivada por aquilo que ela tem ali naquele momento.

Intrínseca (processo interno)

É uma força que direciona a pessoa para alguma coisa ou objetivo. A verdadeira motivação nasce das necessidades intrínsecas e encontra força e energia nas necessidades e ações do ser humano.


Também pode estar diretamente relacionada com recompensas psicológicas como: respeito, status, autorrealização.


Esse tipo de motivação está intimamente relacionado às ações individuais de superiores diretos, indiretos ou até mesmo ídolos ou grupos de pessoas que formam algum tipo de público específico.

TEORIA DA HIERARQUIA DAS NECESSIDADES

Abraham Maslow desenvolveu em 1954 sua teoria com base nas necessidades humanas, partindo do principio que é possível inferir o que motiva à qualquer individuo. Segundo Maslow, o princípio da motivação humana é uma necessidade insatisfeita, e essas necessidades insatisfeitas estão organizadas em um sistema e a busca em satisfazê-las é o que motiva o individuo a tomar uma direção.


Uma necessidade quando satisfeita não se torna mais motivadora de comportamento. Como os indivíduos sempre têm necessidades insatisfeitas, mesmo satisfazendo essa necessidade prioritária, não haverá o sentimento completo de sacramento, e assim, outra necessidade ocupará o primeiro lugar na lista de prioridades.

Por exemplo: quando você compra o carro dos seus sonhos ou aquele imóvel tão sonhado, nos primeiros 15 dias é só curtição, você sai para passear com seu carrão, pega pista e faz uma deliciosa viagem, faz o famosos “Open House” para exibir seu novo imóvel aos amigos e familiares, se delicia com a sua aquisição.


Com o passar do tempo você já estará pensando em novo carro e na reforma do seu imóvel para inovar, dar uma nova cara ou roupagem no layout arquitetônico.

Muita gente, extremamente radical, pode falar que o ser humano é insaciável, que nada está bom, mas são os nossos desejos e ambições que nos movem.

São esses os motivos de trabalharmos bastante, de desenvolvermos coisas e tecnologias novas a todo instante. Caso contrário, estaríamos em nossas cavernas como Homens de Neandertal até hoje.

Prosseguindo, as nossas necessidades individuais são divididas entre primárias e secundárias.


Primárias: estão relacionadas aos aspectos fisiológicos de segurança, que diz respeito à sobrevivência.


Secundárias: estão relacionadas aos aspectos sociais, da estima e da autorrealização. A maioria das pessoas tende a satisfazer primeiro as necessidades básicas. Após o atendimento dessas necessidades, procuram satisfazer as de segurança, e depois as sociais, as de status e de autorrealização. É extremamente importante frisarmos que as necessidades de cada pessoa variam com o passar do tempo, não só em função da satisfação, como também em função das alterações na hierarquia de valores de cada um. A programação neurolinguista traduz dizendo que o ser humano busca apenas duas coisas na vida que são: felicidade e segurança. A felicidade está diretamente ligada à realização pessoal e a segurança ao dinheiro e sobrevivência.


O economista e professor americano, Douglas McGregor, um dos mais importantes cientistas da década de 50, colocou duas visões distintas do ser humano, uma basicamente negativa, chamada de Teoria X, e outra basicamente positiva, chamada de Teoria Y. Após aplicar testes em empresas, McGregor concluiu que a visão que os executivos têm da natureza dos seres humanos se baseia em certos agrupamentos de premissas, e eles tendem a moldar seu próprio comportamento em relação aos funcionários.

Teoria X

Os funcionários, por natureza, não gostam de trabalhar e, sempre que possível, tentarão evitar o trabalho, e precisarão ser coagidos, controlados ou ameaçados com punições para que atinjam suas metas.


Os funcionários evitam a responsabilidade e a maioria dos trabalhadores coloca a segurança acima de todos os fatores associados ao trabalho, criando pouca ambição.

Teoria Y

Os funcionários podem achar o trabalho algo tão natural quanto descansar ou se divertir; é quando dizemos que fazemos aquilo que amamos e nos dá brilho nos olhos.


As pessoas demonstram auto-orientação e autocontrole se estiverem realmente comprometidas com seus objetivos. Na média, podem aceitar ou até buscar a responsabilidade de atos e fatos.


A capacidade de tomar decisões inovadoras pode estar em qualquer pessoa, não sendo um privilegio daquelas em posições hierárquicas mais altas; é quando entramos no processo de meritocracia.

Agora eu quero ilustrar esses dois cenários citados lhe fazendo algumas perguntas:


Quantas pessoas você conhece que fazem aquilo que realmente tem que ser feito em seus respectivos trabalhos, sem se permitirem irem além? Quantas vezes você já viu alguém reclamar do governo, do chefe, do trabalho, delegando seu insucesso financeiro ao destino? E por fim, quantas pessoas você conhece que trabalham há anos em uma determinada empresa e em algum momento essa pessoa entra em conflito interno, porque um novo funcionário começa a ter maior visibilidade, resultados e reconhecimento na empresa?


À partir daí começam os processos de estímulos para os julgamentos.


É importante entendermos em nosso dia a dia quem são os atores da Teoria X e os da Teoria Y.


A Teoria X assume as necessidades de nível baixo dominando os indivíduos, e na Teoria Y as necessidades de nível alto é que dominam.

De maneira geral, podemos interpretar que a Teoria Y sobrepõe à Teoria X, que por sua vez, torna-se necessária para o sustento através de instruções e informações para a Teoria X.

Quando você se perguntar: como fulano chegou naquele patamar, em um nível tão elevado e eu não, sendo que sou mais carismático(a), inteligente, etc?


Pergunte-se então: “estou disposto a fazer todo percurso e trajetória que o fulano fez para chegar naquele nível, livre de julgamentos e comparações?”


Se você realmente se sente predisposto a encarar a jornada do sucesso, busque um ambiente seguro para começar a trilhar seu caminho rumo ao sucesso.

Se por um acaso você se sente mais seguro dentro do universo da Teoria X, está tudo bem também.

TEORIA DE DOIS FATORES

O economista e professor americano, nascido em 1923, Frederick Herzberg, foi um psicologo que se tornou um dos nomes mais influentes da gestão empresarial. Ele é famoso por introduzir o enriquecimento do trabalho e teoria dos Fatores de Motivação (teoria dos dois fatores), publicado em 1968.


Herzberg acreditava que a relação de uma pessoa com o seu trabalho é básica, e que essa atitude pode muito bem determinar o seus sucesso ou fracasso.

O que as pessoas desejam de seu trabalho?

Herzberg chegou a conclusão de que existem dois tipos de fatos: motivacionais e higiênicos.

FATORES MOTIVACIONAIS

Estão relacionados aos aspectos pessoais de realização profissional e ao conteúdo do trabalho, como gosto pelo trabalho, aumento do conhecimento, responsabilidades, que são fatores intrínsecos ou de interesses da pessoa.

  • Realização profissional

  • Reconhecimento por resultados

  • Trabalho interessante

  • Responsabilidade

  • Perspectivas de promoção

  • Aumento de conhecimento

FATORES HIGIÊNICOS

São os fatores externos relacionados ao ambiente de trabalho, com ênfase em níveis de cargos, salários e status.

  • Diretrizes da empresa ou ambiente de trabalho

  • Qualidade da supervisão

  • Relações pessoais

  • Condições de trabalho

  • Salários

  • Status

  • Segurança Os fatores realmente motivadores operam no sentido positivo, tendendo a aumentar a produtividade e os resultados, enquanto os fatores higiênicos tendem a atuar no sentido de impedir situações negativas, ou seja, se não forem bem administrados, a produtividade cai, mas ao mesmo tempo, não adianta aumentá-los além do limite, pois isto não influenciaria no papel da motivação. Os fatores motivadores são internos às pessoas, a motivação está dentro de cada pessoa. Os higiênicos são externos ou parcialmente externos.